A Invenção de Hugo Cabret - crítica

A Invenção de Hugo Cabret é um filme, quase infantil, e muito bem feito, que conta parte da história do cinema, citando seus inventores e focando Georges Méliès, cineasta que é considerado pai da arte no cinema, além dele de fato ter existido, a maquina que aparece no filme também existiu e está em um museu.

Hugo Cabret é um filme mágico, o primeiro realmente a explorar a tecnologia 3D, de certa forma inovando, o que é muito adequado a um filme que se presta a homenagear um cineasta que ficou famoso por inovar, criar. É provável que seduza crianças e adultos pela sua arte incrível, efeitos bem executados, cenários fieis - foi reconstruído uma estação de trem francesa - e imagens deslumbrantes, mas não é um filme POP, o roteiro é lento, tem pouca ação, não tem um objetivo dramático que segure o telespectador, e que se esse não entender a proposta do que está se passando, com certeza vai ficar entediado, mesmo diante de uma obra de arte.

O diretor Martin Scorsese, experiente, escolheu muito bem o elenco, as crianças são bonitas e possuem uma ótima química, o que é difícil já que crianças tendem a demonstrar que estão atuando, estragando, de fato, a atuação, como o canastrão Daniel Radcliffe nos primeiros filmes de Harry Potter. Falando em Harry Potter, se Martin Scorsese fosse o diretor, tenho certeza que o resultado seria muito melhor do que foi visto, mesmo os filmes da saga não sendo ruins, deixaram a desejar. Se tivesse a arte, a magia, o esmero e a química de Hugo Cabret, somado a todo suspense e drama que Rowling criou, Harry Potter teria sido não apenas uma boa série de filmes, mas uma série épica.

Hugo Cabret não é um filme para namorar, vibrar, emocionar. É um filme para quem ama cinema e quer ser encantado por ele.

Em tempo: filme vencedor em várias categorias técnicas do Óscar 2012, merecedor.


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