Crítica: Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2


Enfim. Não pelo fim da saga, mas por ter, enfim, um filme descente que represente um pouco do que Harry Potter é nos livros.

Harry Potter nunca foi como Senhor dos Anéis que teve três filmes a altura, por mais que seja difícil transpor para as telas tudo que um livro pode trazer, o bruxinho sempre deixou muito a desejar. Nos primeiros filmes a extrema fidelidade ao livro e as péssimas atuações do trio atrapalharam, em Prisioneiro de Azkaban tivemos o melhor resultado, já que o mestre Alfonso Cuarón conseguiu, com sua técnica e criatividade, impor um ritmo muito bom ao filme, além de conseguir fazer com que o trio tivesse uma atuação razoável. Depois do apagado Cálice de Fogo, resolveram apostar em um diretor que veio da TV, uma escolha duvidosa para uma franquia que pode ser dar ao luxo de escolher quem bem entender, mas teve um bom resultado em Ordem da Fênix e um duvidoso em Enigma do Príncipe, sempre achei que o último filme merecia um Spielberg, mas ficaram com David Yates mesmo.

A primeira parte não empolga, mas a parte final é muito melhor! Mérito a própria Rowling que já pensou nisso ao escrever o livro, e também ao roteiro que amarrou essas partes, já o diretor soube criar cenas novas que ficassem críveis com a série.

Efeitos especiais de primeira, trilha sonora no mesmo nível e boas atuações. O trio, enfim, atua bem, nada de excepcional, Rupert Grint não conseguiu deixar de ser apenas um bobalhão e Daniel Radcliffe não deixa de ser um canastrão de poucas expressões, mas é suficiente. A exigência é por conta do alto nível dos atores veteranos, Ralph Fiennes é perfeito até na maneira em que segura a varinha, consegue impor medo e ainda mostrar insegurança, mesmo debaixo de forte maquiagem. Maggie Smith linda e poderosa como sempre, teve a sua despedida honrosa. Helena Bonham Carter quase não aparece, mas brilhou muito nos outros filmes. Porém o grande destaque vai para o gênio Alan Rickman, assustador desempenho como vilão e depois na melhor cena do filme, que fez muitos marmanjões chorarem feito criança; a paixão, a dor, a perda, nenhum outro ator faria melhor que Alan fez como professor Snape, um grande personagem, que tem profundidade, conflitos e presença, interpretado por um ator no mesmo nível, Snape é o grande destaque de Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Um filme quase épico para uma franquia que se tornou eterna.


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