Crítica: Gran Torino


Gran Torino é um filme maduro, também não teria como deixar de ser, já que tem o faz tudo Clint Eastwood por trás e na frente das câmeras. Diálogos bem construídos, boas atuações, fotografia que dialoga com as cenas e Clint Eastwood.

O grande debate do filme é o preconceito, que é trabalho de forma brilhante, sem exageros e sem forçar a barra. O personagem principal é um velho ranzinza, carregado por mágoas, preconceitos e outras marcas de uma vida difícil, de tempos em que a tolerância não era algo comum. Contudo, a evolução do personagem vai nesse sentido, bem devagar, aos poucos, até fazê-lo repensar os seus próprios conceitos.

Gran Torino não é perfeito, tem alguns clichês, como o final do filme que tende ao heroismo e a cena do jovem Thao preso no porão definitivamente não convenceram, mesmo porque o ator é apenas mediano. A trilha sonora quase não é notada e até mesmo o temperamento difícil do personagem principal chega a ficar bem perto do exagero no início do filme.

Contudo a película consegue fazer você se enxergar na historia, a se preocupar com o destino dos personagens, a querer entrar na telona e participar; isso tudo pelo roteiro ser muito  bem amarrado e ter também boas atuações, como a do próprio Clint Eastwood e a da jóvem Ahney Her, o padre também esteve bem, embora as cenas dele não exigissem muito.

Gran Torino tem o que é mais importante em um filme, roteiro e atuações convincentes, não precisa mais do que isso.

SINOPSE: O funcionário aposentado da indústria automotiva Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia. Ele preenche seus dias fazendo consertos em casa, tomando cerveja e com visitas mensais ao barbeiro. Inflexível e com determinação inabalável, vive num mundo em transformação e se vê forçado pelos vizinhos imigrantes - que acabam de se mudar, vindos do Laos - a confrontar seus próprios preconceitos. ( Yahoo )

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