Apresentador de TV se irrita com blog e faz ameaças ao vivo



E a liberdade de expressão? O cara apresenta um programinha sensacionalista que da traço de audiência e, além de não aceitar críticas, ainda faz ameaças? Será mesmo que a crítica está tão errada assim?

Confira a crítica na íntegra:

O programa 'RP2', que vai ao ar pela TV Vila Velha, do sistema a cabo de Ponta Grossa, é um dos exemplos do que há de mais sensacionalista na mídia dos Campos Gerais. Apresentado pelo 'repórter policial' Zeca, RP2 procura os acontecimentos que envolvem escândalos policiais, dando lado à violência geralmente explicita, além de outros assuntos tratados com uma linguagem exageradamente coloquial.
Não se sabe ao certo se o programa quer realmente ser levado a sério, pois trata os assuntos com parcialidade e, por vezes, não parece manter respeito com os indivíduos citados nas matérias.
No decorrer do programa, é notável a “mobilidade” com que o apresentador trata os temas pautados, passando uma impressão de que nada do que se fala está certo ou pré-estabelecido. Imagens de bêbados, ladrões, prostitutas e traficantes dividem a atenção com reportagens sobre os mais diversos tipos de acidentes. Quanto pior o acontecimento parece maior o esforço para registro e transmissão.
Ficam na tela os rastros de uma tentativa de jornalismo policial e investigativo, talvez distorcidos pela de audiência. O programa jornalístico fica, assim, comprometido por abordagens nem sempre, de fato, jornalísticas.
Lucas Nobuo Waricoda


Fonte: Crítica de Ponta.

Vi primeiro no Querido Leitor.


1 comentários:

Acorda, Jornalista! disse...

No 7 de Abril, Sindijor repudia atitude de apresentador contra aluno da UEPG
Fato reforça a importância da formação superior para o exercício do jornalismo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, entidade de defesa dos valores morais e materiais da categoria no Estado, vem a público emitir seu repúdio aos graves atos cometidos pelo apresentador José Carlos Stachowiak, conhecido como “repórter Zeca”, do programa policial RP2, veiculado de segunda a sexta-feira pela TV Vila Velha, canal a cabo de Ponta Grossa.
No programa da última quarta-feira, dia 31, ele proferiu ameaças e agressões à honra de Lucas Nobuo Waricoda, estudante de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Zeca estaria contrariado com um texto de críticas que o acadêmico fez ao programa RP2, para uma atividade do curso, e que foi veiculado no blog Crítica de Ponta (http://criticadeponta.blogspot.com/2010/03/um-modelo-nao-ser-seguido.html). No trecho mais absurdo de sua fala [no vídeo (http://www.megaupload.com/?d=FM4XC4ER) , a sequência entre 7’50” e 8’03”], “repórter Zeca” afirma, que “arrebentaria” Lucas. A conduta criminosa é ainda demonstrada com repulsivas injúrias a Lucas e aos pais do estudante, bem como ao conjunto dos jornalistas e aos acadêmicos da UEPG.
Se a situação criada é lastimável, também é exemplar. Afinal Zeca reproduz em toda a linha aquilo que o Sindicato dos Jornalistas vem denunciando há tempo: sem a necessidade da formação superior em Jornalismo, a sociedade brasileira pode se ver cerceada pela informação fragmentada e de baixo nível, bem como pela falta de isenção e de rigor no trato do conteúdo editorial. O mais grave, no entanto, nesse momento, são a humilhação imposta e a dor gerada pelo ato covarde de agressão verbal e ameaças a Lucas – com repercussões cíveis e criminais.
Sob qualquer ótica, sublinhe-se, trata-se de um exemplo de mau uso do meio de comunicação, um motivo a mais para que a sociedade cobre de seus representantes no Congresso Nacional o respeito às propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro de 2009, em Brasília, que deliberou pelo estabelecimento de uma nova Lei de Imprensa. Somente com instrumentos legais eficazes e modernos, como os aprovados na Confecom e na terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), poderemos lutar pela democratização da comunicação.
O Sindijor-PR publica essa nota como forma de desagravo a Lucas, mas também a todos os jornalistas, vilipendiados pela truculência e pela atitude criminosa do apresentador, que se vale de um espaço na mídia eletrônica para dar vazão a caprichos, despreocupado com as consequências de seus atos. O Sindicato também se coloca a par de todas as ações que ajudem a denunciar esse tipo de abuso do poder midiático, que invade vidas e reputações ignorando qualquer limite ético, a exemplo do que vem sendo feito pela própria UEPG, que já se colocou em defesa do estudante. Da mesma forma, o Sindijor-PR está solidário às reações da sociedade paranaense contra esse ato de violência e vai requerer da TV Vila Velha informações sobre o programa a fim de avaliar todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis no caso.

Curitiba, 07 de abril de 2010
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná
Gestão “Sindicato é uma questão de Classe”

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