Crítica: Milk - A Voz da Igualdade

É assustador como, em alguns casos, a humanidade parece não evoluir. Milk lutou pelos direitos dos homossexuais, direitos esses que até hoje não são garantidos - a criminalização da homofobia é realidade em alguns poucos países e o casamento gay em menos ainda.

Mais assustador ainda é a atuação do Sean Penn, que é um típico machão na vida pessoal, liteiralmente se transforma em um ativista gay interpretando perfeitamente o político Harvey Milk. Mérito também para a condução do diretor Gus Van Sant, que mantem o foco nos personagens e trabalha bem o ótimo roteiro.

A hipocrisia de uma pessoa que reprime a homossexualidade, dentro de si, muda toda a história do filme e, por incrível que pareça, ainda é uma grande realidade, uma vez que esse ano - 2010 - foi preso um político americano que sempre votou CONTRA os gays saíndo embriagado de uma boate gay, ele assumiu a homossexualidade mas a sua hipocrisia e sede de poder o mantém contra aquilo que ele é.

Com um elênco de ótimos atores - Emile Hirsch, Diego Luna e o jovem Lucas Grabeel; Milk nos brinda com ótimas interpretaçõe, um belo roteiro e uma incômoda mensagem política que se mantem bastante atual, infelizmente.


Sinopse:

Uma cinebiografia de Harvey Milk (1930-1978), político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70, interpretado por Sean Penn, sendo o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. No ano seguinte, Milk foi assassinado por um adversário de carreira política desconsolado com a perda nas urnas.

Trailer:

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