Crítica: Guerra ao Terror

O grande ganhador do Oscar 2010 e responsável por dar o primeiro prêmio de direção para uma mulher, Kathryn Bigelow, é apenas mais um filme sobre guerra. Guerras costumam gerar bons filmes, mas já havia um tempo que não saia um exemplar interessante, ainda mais sobre a guerra do Iraque que nunca conseguiu tal feito.

O mérito de Guerra ao Terror é ser o primeiro bom filme sobre a inócua guerra do Iraque, mas só isso. Ao assistir o filme, já sabendo que ele era o grande vencedor, fica aquele gostinho de estar diante de um grande espetáculo, afinal o Oscar sempre premiou ótimos filmes, com raras exceções, e a primeira cena corrobora nesse sentido, a explosão em slow motion foi muito bem sacada, embora esse efeito já não seja uma novidade há muito tempo. Contudo para por ai e quando chega ao final fica a sensação de "é só isso?"; não deixa de ser um bom filme, mas acho que o patriotismo da academia falou mais alto ao premia-lo.

Guerra ao Terror mostra em que buraco os EUA se meteu, um conflito sem fim, sem justificativa, sem propósito; passa também a sensação de que tal guerra é uma rotina, que os soldados estão lá apenas cumprindo a missão, embora no final, contraditoriamente, mostra o retorno de um deles. O foco se mantém no esquadrão anti-bombas, deixando de lado a oportunidade de trabalhar a complexidade da situação do Iraque, embora tente, sem sucesso, transmitir o desgaste psicológico dos personagens.

É um bom filme, descoberto tardiamente, que foi superestimado por enaltecer o patriotismo americano, por ter um herói arrogante e irresponsável, porém competente e com fibra. Guerra ao Terror termina meio sem sentido, desvalorizando a família e quase fazendo uma propaganda para o alistamento no exercito. Um ótimo filme para alugar e ver em casa, não acho que mereça nem ir ao cinema, muito menos as estatuetas que ganhou.

Sinopse:

O filme acompanha um esquadrão antibombas do exército americano em missões no Iraque. A apenas 38 dias de completarem um ano de serviço e voltarem para casa, eles sofrem a baixa do comandante da equipe, que é substituído por um soldado muito menos cuidadoso consigo mesmo e com os outros.



Trailer:




O filme nem é tão agitado quanto o trailer demonstra.

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