Crítica: Pequena Miss Sunshine


Quando um crítico chama um filme de delicioso e você não entende o que "delicioso" tem a ver com um filme, é só assistir Pequena Miss Sunshine, não tem adjetivo melhor que delicioso para ele.

Pequena Miss Sunhine é carregado pelo próprio roteiro, que não tem nenhuma história mirabolante, pelo contrário, mas possui ótimas tiradas, passagens e diálogos; e pelas atuações de seu brilhante elenco. De forma suave o filme questiona alguns pontos da cultura americana, tal como a chatice das pessoas que pautam a vida na auto-ajuda, tanto quem lê quanto quem escreve, mostrando que a vida não é um livro de passos a se seguir, pois os imprevistos sempre acontecem. Mostra que pessoas boas são prejudicadas no destino, sem necessariamente ter alguma desculpa cósmica, critica a falta de solidariedade e diálogo das pessoas e termina com uma belíssima crítica a cultura da anorexia, em que pessoa bonita é pessoa extremamente magra, provando o contrário, que pessoas que não tem um visual esquelético podem superar isso com o carisma.

Um roteiro bem feito consegue fazer com que todos os personagens tenham os seus momentos e cresçam na história, todos mudaram, ao longo da viagem, atitudes e forma de pensar; de uma família desunida, a beira do caos, vivendo de imagem e hipocrisia, a uma família unida e feliz, ciente dos seus problemas, mas cociente que podem viver com eles.

O grande destaque mesmo é a atuação da atriz mirim Abigail Breslin, que da um show nesse filme, totalmente à vontade. Uma atriz de verdade atua sem mostrar que está atuando, ao contrário da Emma Watson de Harry Potter que é perceptível que ela está atuando e usando as técnicas que aprendeu, Abigail Breslin atua e usa técnicas de maneira tão suave que ninguém percebe, isso com tão pouca idade. Com certeza é uma grande promessa do cinema americano.

Pequena Miss Sunshine é sutil, belo e alegre; sem ser bobo e sem usar clichês.

Sinopse:

Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.

Trailer:


1 comentários:

Ellen Nívea disse...

Esse filme é incrível mesmo! Principalmente por mostrar que é possível ser feliz mesmo : gordinho, sem dinheiro, velho, daltônico, etc. Apenas percebendo que com amor, e principalmente respeito, podemos conviver com nossas diferenças e esquisitices...
Obs.: Sem esquecer, é claro, de ter pelomenos um pouco de auto-estima ^^,

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