Crítica: Brüno


Depois de um estrondoso sucesso de crítica e público, Borat, Sasha Baron Cohen tinha que fazer um filme ainda mais escandaloso, então ele fez Brüno. Partindo da mesma idéia de falso documentário, em que alguns entrevistados realmente não sabem que se trata de um filme e não de um documentário, o filme é construído, fazendo-se disso para satirizar e denunciar, usando de um humor bastante escandaloso.

Borat denunciou preconceito e mostrou as diferenças culturais entre ocidentais e muçulmanos, mas, no final das contas, era um filme bobinho, mais de humor do que de sátira; embora a maioria dos críticos achem o contrário e preferem esse a Brüno, mas como não sou crítico fico com Brüno, que tem muito mais sátira e provocação.

Brüno escancara o preconceito, mostra como alguns afro-americanos, religiosos ( protestantes ), políticos, pessoas do interior, ogros e outros, pensam de homossexuais, embora ele provoque de uma maneira chocante, isso não diminui a homofobia que ele retrata no filme. Mas não parar por ai, o filme também critica os profissionais da fama, aquelas pessoas que fazem tudo pela fama, que trabalham por ela, critica a moda e também não perdoa quem ele está "defendendo", ao mostrar a superficialidade e ao culto a anorexia da cultura de alguns grupos homossexuais.

Brüno é engraçado, provocante e inteligente; muito melhor que o precursor dele, Borat. Sasha Baron Cohen definitivamente está entre os melhores humoristas do cinema americano.


Notícia:

Para mostrar que algumas pessoas realmente não sabiam que se tratava de um filme, leia a notícia abaixo.

Sacha Baron Cohen é processado por creditar comerciante como 'terrorista'

O comediante inglês Sacha Baron Cohen, criador do polêmico personagem Borat, está sendo processado por difamação por um comerciante palestino, informou o site de notícias da BBC.



O lojista Ayman Abu Aita é um dos entrevistados do filme "Brüno", mais recente longa-metragem de Cohen, que conta a história de um jornalista de moda austríaco e homossexual em busca de fama nos Estados Unidos. No filme, Aita aparece creditado como “terrorista” e militante do grupo Al-Aqsa Martyrs Brigade.

De acordo com a BBC, o comerciante também vai acionar judicialmente o apresentador de TV americano David Letterman, que abordou o assunto de forma debochada durante a entrevista de Sacha Baron Cohen no programa "Late with David Letterman". Os executivos dos estúdios Universal e os advogados de Letterman não se pronunciaram.



A BBC diz que, de acordo com documentos apresentados pelo advogado de Abu, o lojista é "uma pessoa pacífica, que abomina a violência"; que antes do filme seu cliente "desfrutava de uma boa reputação na comunidade"; e que qualquer envolvimento de Abu na militância de qualquer tipo de organização é "totalmente falsa e inverossímil".

Imagens não autorizadas

O advogado ainda acrescentou que Abu Aita jamais permitiu que suas imagens fossem utilizadas na montagem final de "Brüno" e acusou Baron Cohen de ter lucrado "milhões em dinheiro" com isso.



Em sua aparição no programa de Letterman, o ator chegou a dizer que chegou a temer pela própria segurança quando entrevistou Abu Aita em um "local secreto, escohido por ele". Aita diz que a reunião ocorreu em um hotel escolhido pela equipe de produção do filme. Um trecho do filme foi exibido durante a entrevista.

Uma audiência sobre a denúncia está prevista para acontecer em janeiro de 2010.

Baron Cohen enfrentou uma série de ações judiciais sobre o seu filme anterior (a comédia "Borat", de 2006) de pessoas que se sentiram ridicularizadas ou que alegaram não saber do conteúdo humorístico do filme.

Fonte: G1.


Sinopse:
O comentarista de moda austríaco Bruno leva seu programa de TV para os Estados Unidos. Pouco tempo depois, ele inicia uma corrida para virar celebridade, surpreendendo as pessoas à sua volta e colocando-as em situações desconfortáveis.

Trailer:


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