Crítica: Bastardos Inglórios


A premissa dos filmes do Tarantino nunca me atraiu, então, como não sou crítico, nem fã do cineasta em questão, devo dizer que a minha crítica é mais de alguém que assistiu a um bom filme.

A violência, algo presente na cinegrafia do Tarantino, está lá! Às vezes desproposital e marcante, quase como um atora coadjuvante. Humor? Sim, ele aparece, mas tímido e, em alguns momentos, desnecessário. O final? Todos sabem do final da Segunda Guerra, mas acredite, se você não viu, vai se surpreender, digamos que Tarantino deu o toque dele no final da segunda guerra. A história? Não tem nada demais e é até um pouco previsível, com exceção do fabuloso final.

Contudo o grande feito e destaque do filme é a direção de elenco que elevou a enésima potência o potencial ( desculpe ) dos atores. Brad Pitt está caricato, como deveria ser, esquecendo um pouco do galã de outros filmes. Mas é Christoph Waltz, que faz o nazista Hans Landa, que rouba a cena! Ele está insuportavelmente brilhante no papel de vilão, tão odioso, argiloso, que nos faz querer um final bem sangrento para ele; uma interpretação impecável de alguém que incorporou o personagem, tão marcante que quase anula a boa atuação do galã bonzinho, que não é nada bonzinho; Waltz faz o tipo de personagem que te deixa inquieto na cadeira do cinema, que te faz querer, desejar, entrar no filme e dar-lhe uma lição; nesse quesito Tarantino deveria venerar o ator, uma vez que se a interpretação fosse apenas razoável, Bastardos Inglórios seria mais um filme a passar batido.

Faço apenas a ressalva do roteiro igualar Nazistas e Judeus ao colocar atrocidades cometidas por ambos, por mais que seja uma guerra, o saldo dos Nazista é inimaginavelmente superior ao de qualquer outra nação envolvida; mas assim como mostra o final do filme, não é uma obra factual, e sim uma película de ficção, portanto deve ser analisado dessa forma.

O filme merece a boa recepção que teve do público, é cotado para o Oscar e merecia sim, no mínimo, a indicação de melhor ator para Christoph Waltz, que ganhou esse prêmio em Cannes.


Sinopse: Durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Porém, ela consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecido pelo inimigo como Os Bastardos , o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich.

Trailer:



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