Belo Horizonte é a capital do apagão


A Cemig é uma empresa de capital misto que tem um dos melhores resultados no setor, tanto é a força da Cemig que ela já possui investimentos em vários lugares do Brasil e também no exterior, o maior deles foi a compra da Light, do Rio de Janeiro.

Tanto lucro, tanto dinheiro não se traduz em bons serviços prestados a população. O que se vê em Belo Horizonte são as constantes falhas no serviço e a injustificável demora no solucionamento dessas falhas. Injustificável? Sim, a Cemig sabe onde ocorre o maior número de quedas de energia e a frequência, já poderia investir em transmissão subterrânea, além de contratar mais servidores e comprar mais carros de atendimento, agilizando assim o serviço, porém ela prefere manter os lucros exorbitantes e deixar a população mineira a luz de velas, já que não temos concorrência para podermos nos livrar dessa empresa monopolísta.


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Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, na região Sudeste, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) possui a maior média de duração nas interrupções do fornecimento de energia e no número de vezes que o problema acontece. Com isso, lidera o ranking da região de pior prestadora do serviço.

De acordo com os números da Aneel, os mineiros atendidos pela Cemig chegam a sofrer com até sete apagões por ano (confira errata abaixo). O tempo em que a população fica às escuras também é alarmante: são 14 horas, em média, a cada interrupção. Os números são de setembro deste ano.

Em segundo lugar no ranking aparecem a Light, do Rio de Janeiro, e a Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa), do Espírito Santo. As duas registram, em média, seis apagões por mês com duração de até nove horas. Já em São Paulo, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) tem cinco interrupções com duração de seis horas, em média.

A Aneel mede a qualidade do fornecimento de energia elétrica das concessionárias com base em dois indicadores, o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora).

O DEC indica o número de horas, em média, que um consumidor fica sem energia elétrica e o FEC aponta quantas vezes, em média, houve interrupção na unidade consumidora.

O belo-horizontino tem sentido na pele a realidade dos números. Foi o que aconteceu no último dia 16, quando um temporal de apenas 30 minutos deixou 140 mil consumidores às escuras por cerca de 17 horas.

Ressarcimento. A resolução nº 456, da Aneel, obriga as concessionárias de energia a ressarcirem o cliente em caso de apagão, com desconto na próxima conta de luz, caso o problema dure 11 horas ininterruptas ou 22 horas alternadas ao mês. O ressarcimento é referente às horas excedentes a esse período.

De acordo com a Aneel, os dados referentes às reclamações feitas contra a Cemig são utilizados no trabalho de fiscalização da agência, que envia uma notificação com as queixas dos consumidores à empresa e solicita providências. A Cemig informou que faz o ressarcimento automaticamente na conta de luz e o consumidor não precisa fazer a solicitação.



Fonte: O Tempo.



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