Crítica: A Mulher Invisível


Crítica - Não sou muito fã de comédia romântica, pois elas sempre seguem o mesmo roteiro de no início preparar a baboseira, no meio mostrar a baboseira com muito humor e no final ter algo bem piegas e feliz.

A Mulher Invisível não sai muito dessa linha, no início o filme parece não emplacar, lento e chato ao ambientar a história, algo que poderia ter sido feito com mais dinamismo, porém o filme fica muito engraçado quando o personagem fica louco de verdade, que é a ideia principal. O final? Previsível e piegas, embora o filme seja todo previsível, o clímax não poderia ser diferente.

É ruim? Não, o filme é bom e engraçado. Embora eles pudessem ter aproveitado um pouco mais a parte de humor no meio da história, em detrimento das partes românticas que são chatas e não fogem do lugar comum, o filme engrena do meio para o final; claro, com a ajuda dos atores. Selton Mello está brilhantemente interpretando a si mesmo, mesmo assim ele é fundamental para que tudo funcione, Luana Piovani também interpreta a si mesma, é bonitona mas sem carisma nenhum e o destaque vai para o ator Vladimir Brichta, único a realmente conseguir interpretar um personagem.

A Mulher Invisível consegue atingir a proposta de ser um bom divertimento, nada além disso. Não vai ficar marcado, mas é útil para dar umas risadas, sozinho ou com alguém, invisível ou não, ao seu lado.


Sinopse
- O que dizer de um homem que se apaixona por uma mulher que só tem como defeito o fato de não existir? Em A Mulher Invisível, o novo filme do diretor Cláudio Torres (Redentor), Pedro (Selton Mello) é aquele tipo de sujeito que ainda acredita no casamento. Já Carlos (Vladimir Britcha) definitivamente não acredita na idéia de que um homem possa passar a eternidade ao lado de uma única mulher. Os dois trabalham juntos numa sala de controle de tráfego da Prefeitura, de onde podem bisbilhotar e muito a vida alheia. Como melhores amigos, de alguma forma também controlam a vida um do outro. É assim que, um dia, Carlos passa a se preocupar com o estado depressivo de Pedro, que vê sua vida ruir ao ser abandonado pela mulher, Marina. A crise emocional de Pedro é secretamente testemunhada por Vitória (Maria Manoella), uma vizinha que em breve se tornará viúva e que sempre foi apaixonada platonicamente por ele. Tímida, ela ouve tudo que se passa no apartamento do vizinho através de um buraco na parede. E é assim que escuta Pedro ser abandonado pela mulher e enlouquecer ao saber que ela está grávida de um milionário americano e vai se casar. Quando o desespero toma conta dele, subitamente alguém bate à sua porta. Ele atende e dá de cara com a mulher mais linda do mundo carregando uma xícara vazia. Ela diz que seu nome é Amanda (Luana Piovani), que é a sua nova vizinha e que precisa de açúcar. Voluptuosa e com um jeito inocente, Amanda vai mudar a vida de Pedro, Vitória e até mesmo de Carlos, por uma razão simples: ela é uma mulher invisível! Só os que a desejam conseguem enxergá-la. Porque neste filme, como na vida, nem sempre o amor é exatamente o que parece!

Trailer
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2 comentários:

Thiago Terenzi disse...

Não existe isso de ator interpretar a si mesmo, existem boas e más interpretações. O Selton fez o que o personagem pedia.

E o Selton Melo é um ótimo ator, ele tem um carisma pessoal muito raro, ele consegue "consertar" qualquer filme com o carisma dele, esse filme seria uma merda se não tivesse o Selton . Ele tem um carisma parecido com o do Jhonny Deep, ambos tem esse dom de serem interessantes sempre, mesmo com roteiros toscos.

Só você ver "Os Aspones", "Meu nome não é Jhonny", "O Cheiro do Ralo", "Lisbela e o Prisioneiro", "Jean Charles"... o Selton Melo sempre faz o filme girar em torno dele...

Até na série "Os Normais", que ele era super personagem secundário, quando ele aparecia, roubava as atenções.

Lemon Blog disse...

Eu disse que ele está bem no filme, mas se vc reparar em todos os filmes, ele sempre interpreta da mesma maneira. Tem vários atores celebres por fazerem isso.

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