Crítica: Harry Potter e o Enigma do Príncipe



LUCAS SASDELLI - É muito improvável um filme superar o livro, embora aconteça em algumas ocasiões, isso porquê nada supera a nossa imaginação, uma vez que o filme tem a imaginação do roteirista e do diretor, já quando lemos um livro, ele é nosso, mesmo que não seja.

Levando isso em consideração, esse filme não chega aos pés do livro, não por uma questão de paixão de fã, que sou, mas por escolhas erradas. O livro tem mais suspense, mais terror, mais medo, você sente o medo, o pavor dos personagens. A história principal do livro está presente o tempo todo e eclode num final de fazer chorar o mais insensível dos leitores, seguido de uma épica batalha de aurores contra comensais.

Porém, o diretor e o roteirista resolveram dar um espaço maior para o humor e para as aventuras amorosas, que também estão presentes no livro, mas no filme ganha uma proporção tão grande que, por alguns momentos, esquecemos que existe um inimigo caçando o bruxinho mais famoso do mundo, um aluno tentando matar o professor Dumbledore e o Príncipe Mestiço.

O motivo? No filme anterior eles fizeram a mesma escolha e deu certo, contudo A Ordem da Fênix da espaço para isso, é menos tenso e não tem uma história principal que necessita de estar presente o tempo todo, tanto que é o filme mais bem sucedido da franquia, seja de público quanto de crítica.

O Enigma do Príncipe é um bom filme, mas não corresponde ao que o livro deu de possibilidades a serem criadas. Nesse momento, no sexto filme, já é de se esperar que apenas fãs estejam acompanhando a série, quem não é fã e não tem vontade de ser já abandonou Harry Potter há muito tempo. Era de ser esperar, portanto, um filme para os fãs, mas Yates tentou fazer um filme para todos, ao tentar agradar todo mundo corre o risco de não agradar ninguém.

Destaques:

Ao sempre brilhante Alan Rickman - professor Snape.

Daniel Radcliffe, enfim, mostrou dotes de ator, já não era sem tempo né Harry Potter? Ele se sai muito bem nas cenas de humor, nas outras ainda deve bastante.

Rupert Grint é o responsável por abobalhar o Rony e até levar a Rowling a modificar o personagem, continua do mesmo jeito.

Acho que sou o único que não gosta da Emma Watson, a atriz que interpreta Hermione demonstra que está atuando, mas um bom ator você não consegue perceber que ele está atuando, tal como o Alan Rickman faz.

Gambon, enfim, conseguiu fazer um Dumbledore descente.

Os efeitos especiais são os melhores de toda a série, tanto nos pequenos efeitos, como feitiços, quanto nos maiores. A Warner decidiu caprichar no orçamento dessa vez, quem sabe até um Oscar de efeitos especiais? A única categoria que Harry Potter tem condições de disputar.

Enfim, bom filme, bom divertimento, mas ainda fico com o livro.
As únicas exceções da série foram o terceiro filme ( Azkaban ) e o quinto ( Ordem da Fênix ), não que sejam melhores que os livros, jamais, mas pelo menos estavam a altura.

1 comentários:

Makay disse...

Cara concordo totalmente...Saí do cinema decepcionado por não ver a épica batalha entre aurores e comensais. Yates fez a morte de Dumbledore parecer insignificante. Ainda faltou Greyback estraçalhando a cara do Gui, ministro dos trouxas no começo e muitos outros fatos que acho importantes...Mas o maior de todos foi mesmo a grande batalha ficar de fora. Ele ainda inventou um monte de coisa que nem existe no livro.
Gostei do texto e do blog..
Sucesso!

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