Berço de Ouro - Entrevista com Preta Gil



Por Guilherme Torres para o Ragga Drops - Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Preta Gil não poderia mesmo nascer outra coisa a não ser cantora e atriz. Mas a vocação não foi descoberta há muito tempo. Apesar de apaixonada pelos palcos desde criança, sua carreira começou em 2002, aos 27 anos.

Sempre envolvida em polêmicas sobre namoros, sexualidade e estética, é figurinha carimbada na noite carioca. Não é o tipo “mulher fatal” mas já namorou com alguns dos galãs mais cobiçados da telinha como Paulinho Vilhena, Marcos Mion e vira e mexe aparece com um bonitão a tira-colo.

Seu primeiro CD “Prèt-a-Porter” deu mais o que falar pela foto de capa do que pelo conteúdo. Quem não se lembra dela peladona no encarte do álbum?.

Preta, se casou ainda adolescente com 17 anos e foi mãe de Francisco aos 19, mas apesar da pouca idade ela diz ter sido a melhor experiência de sua vida. Hoje, aos 35 anos, Preta ainda mantém aquele ar de adolescente; é bricalhona, descolada e vive rodeada de amigos, até já disse ser “total flex” e compara seu corpo com o das “mulheres frutas”, mas não curte beber, fumar, não é muito fã de balada e acha uma caretice usar drogas.

O show “Noite Preta” é quem colocou a cantora de vez nos palcos, estreou no Rio de Janeiro, em uma casa noturna que tem capacidade para 300 pessoas. Em pouco tempo, caiu no gosto da moçada e tomou conta das noites cariocas chegando ao palco da famosa boate The Week, onde ela fez 15 apresentações, atraindo mais de dois mil fãs e ao Canecão, a casa de show referência da MPB.
Decidida em investir de vez na carreira de cantora, ela negou o convite para participar de “A Fazenda” para preparar o seu primeiro DVD que será gravado em Outubro. A turnê do show “Noite Preta” com repertório mais variado possível, vai de Cássia Eller a Stefhany dona do hit “No meu cross Fox” sucesso no Youtube, passando por Xuxa e Seu Jorge. O show vai rodar o Brasil e até a Europa, mas antes disso, ela faz show hoje, pela primeira vez em BH, e bate um papo com o Ragga Drops!



Preta, você sofreu com o seu nome na época de escola pela particularidade dele?

Um pouco, é um nome bem incomum, mas nada demais, era só brincadeira de criança, mas acho que preconceito não rolou.

Você cresceu ouvindo música e com os maiores músicos do Brasil dentro da sua casa . Tinha como ser outra coisa na vida a não ser artista ou cantora?

Por incrível que pareça sim, tenho sete irmãos, três são artistas e quatro não. Eu era uma das que não era artista, escolhi a publicidade como profissão, abri uma produtora e fui trabalhar. A música veio depois, é uma questão de DNA, não tinha como fugir, acho que eu nasci pra isso.


Seu pai te cobra muito como cantora?

Meu pai não me cobra nada, rola muita troca. A gente tem uma relação muito boa de diálogo, carinho, amor e claro, ele me dá umas broncas às vezes.

Você foi mãe no fim da adolescência, como foi essa experiência e como é relação com o seu filho?

Eu tinha 19 anos. Foi maravilhoso ficar grávida, a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Crescemos juntos nesses anos todos e hoje ele só me da alegria é um adolescente exemplar. Rola uma relação de mãe e filho com respeito e somos muito amigos.



Como está sendo a sua primeira turnê nacional “noite preta”? Você está com planos de gravar um DVD. O que você já pode adiantar pra gente?


A turnê já está rodando o país á dois meses, fizemos show em São Paulo, Brasília, Recife, Salvador e agora em BH. O DVD será o “Noite Preta” do jeito que ele é, a formula deu certo e o público gostou assim. Vamos gravar em outubro e lançar no ano que vem. Terá participações especiais de amigos muito queridos que estão comigo desde o começo, como a Ana Carolina, Ivete Sangalo, Lulu Santos e meu pai (Gilberto Gil).



O seu repertório de show você canta o sucesso “no meu cross fox” da Stefhany. Você se identifica com dela? Qual a relação de vocês?


Recebi um email com o vídeo dela e adorei. Daí comecei a cantar a música no meu show e foi uma febre. Depois a conheci pessoalmente, trouxe-a para o Rio, é uma garota muito esforçada, tem garra e é autentica, gosto dela pela maneira como ela começou e creio que vai longe.

Você foi cogitada para entrar para o reality show A Fazenda, da Record? Porque não rolou?


Eu fui chamada sim, mas não topei, pois estou me dedicando a minha carreira de cantora e tem muitas coisas acontecendo. Confinamento e super exposição não acrescentaria anda na minha vida e na minha carreira agora, então achei melhor não topar.


Você já fez três cirurgias plásticas. Implante de silicone nos seios, abdominoplastia e lipoaspiração. Você recomenda cirurgia para galera que não está satisfeita com alguma parte do corpo?

Não recomendo a ninguém. A galera precisa ser mais atenta e responsável com o próprio corpo e cirurgia plástica só em último caso e para reparos como um nariz torto. Cirurgia não é uma ferramenta pra acabar com os nossos problemas, como por exemplo, estar acima do peso.


Você assume que é muito namoradeira?

Não. Fui casada dos 17 aos 29 anos e sempre tive relacionamentos longos e duradouros. As pessoas pensam isso porque me relacionei com alguns famosos e disso criou-se um mito mas não tem nada a ver.

Você tem uma relação boa com os seus ex-namorados?

Tenho uma relação ótima. Sou amiga de quase todos.


Você já ficou com vários galãs da TV, que as meninas são loucas. Você se acha se boa de chaveco?


Eu acho que eu sou uma mulher muito interessante com conteúdo, personalidade e inteligente e os homens se sentem seduzidos por isso.

Está namorando atualmente?

Estou noiva. Queremos oficializar na igreja, é uma vontade nossa, mas ainda não sei quando será.


Você diz que não bebe, não fuma e não gosta muito de balada. Mas a impressão que você passa é outra, de meio “porra louca”, porque?

Não sei porque isso acontece, acho que rola uma imagem deturpada das pessoas famosas. Gosto de coisas normais, sair com meus amigos e cinema. No mundo que vivemos hoje as pessoas bebem e se drogam pra ser feliz e eu nunca precisei disso, acho a maior caretice do mundo usar drogas!


O que você acha desses humoristas que pegam no seu pé, como o pânico na TV e o Kibeloko?

É normal pegarem no pé das pessoas públicas, esse tipo de humor está na moda. Até um certo ponto é divertido, depois acho que rola desrespeito, como já aconteceu comigo.

Por Guilherme Torres para o Ragga Drops
Fotos: Fernando Torquatto
O Jornalista Guilherme Torres autorizou o Incrivelmente Ácido publicar a matéria.

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