Sadigão: mais um monopólio brasileiro.


Vem ai mais um monopólio tupiniquim, a Sardigão - ou Brasil Foods, como queiram. Fruto da fusão entre a Sadia e a Perdigão, a nova empresa vai controlar o setor de suínos e aves, pois ambas eram as únicas grandes empresas a disputar essa fatia de mercado.

O positivo é que teremos uma empresa nacional forte e com musculatura para consolidar a posição no mercado interno e disputar o mercado externo, fortalecendo a pauta de exportação brasileira, bons exemplos de empresas nacionais grandes que fazem bonito no exterior tem vários, como a Ambev, Embraer, Vale, Friboi...

Contudo um pouco de concorrência no mercado interno é sempre bom, e agora com a fusão de ambas isso vai ficar ameaçado nesse setor, é pagar para ver, literalmente.

Confira abaixo notícia do Portal Exame.

Portal EXAME -

A Sadia e a Perdigão confirmaram nesta terça-feira a fusão das duas empresas, que criará a décima maior companhia do setor de alimentos das Américas e a segunda maior do Brasil (atrás da JBS-Friboi). Apelidada de "Sadigão", a nova empresa oficialmente se chamará Brasil Foods e terá sede em Itajaí (SC), cidade que abriga o porto por onde é exportada boa parte da produção das companhias.

O acordo já foi aprovado pelos conselhos de administração das duas empresas, mas ainda depende do aval dos acionistas. Os presidentes dos conselhos da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e da Perdigão, Nildemar Secches, vão anunciar os detalhes do acordo em uma entrevista nesta manhã, em São Paulo.

As ações da Perdigão serão trocadas por papéis da Brasil Foods na proporção de 1 para 1. Cada ação dos controladores da Sadia será trocada por 0,166247 ação da Brasil Foods. Já os papéis em circulação no mercado vão receber 80% desse valor. Cada papel ordinário (SDIA3) ou preferencial (SDIA4) da Sadia será trocado por 0,132998 da Brasil Foods.

Ironicamente, a dívida ajudou

A fusão é fruto de uma longa negociação entre as duas empresas. Desde setembro do ano passado, quando a Sadia teve perdas bilionárias com derivativos de câmbio, a companhia buscar formas de levantar capital. Vários investidores foram procurados e muitas opções foram avaliadas até que se chegasse à conclusão que a fusão com a Perdigão era a melhor saída.

Somente a fusão, no entanto, não resolve o problema de caixa da Sadia. A empresa continua com uma pesada dívida de 8 bilhões de reais. Nos próximos 12 meses vencem 4,27 bilhões de reais em débitos. Para arcar com essas obrigações, a Brasil Foods planeja fazer um aumento de capital de 4 bilhões de reais.

Os atuais acionistas da Sadia e da Perdigão terão direito de preferência para a aquisição desses novos papéis. O mercado também espera que o BNDES compre parte das ações, garantindo o sucesso da operação. No comunicado divulgado ao mercado, porém, isso não foi confirmado.

Mais um gigante brasileiro

Juntas as duas empresas serão líderes em diversos mercados de alimentos, com destaque para frango, embutidos, pizzas congeladas, massas prontas e margarinas. O negócio precisará ser aprovado pelo Cade e também por órgãos de defesa da concorrência de outros países.

O anúncio da fusão para os consumidores será feito em uma grande campanha publicitária. A atriz Marieta Severo, a dona-de-casa Nenê da série global "A Grande Família", foi contratada para divulgar o negócio para a população brasileira.

Luiz Inácio Lula da Silva já foi avisado sobre a fusão na semana passada, em um encontro com Furlan e Secches que não foi divulgado na agenda oficial do presidente.

Controle

A Sadia terá o direito de indicar até três dos 11 membros do conselho de administração da Brasil Foods. O conselho terá dois co-presidentes, sendo que um deles será indicado pela Sadia e terá mandato até 2011. Até que a fusão seja concretizada, a Sadia também alterará seu conselho para abrigar os mesmos 11 membros, além de um 12º conselheiro que será indicado pelos detentores de ações preferenciais (sem direito a voto).

Um dos entraves ao acordo, que adiou o anúncio do negócio, era o destino do banco que estava sendo montado pela Sadia. A Perdigão não queria ficar com o banco Concórdia nem com a corretora Concórdia e alegava que seu estatuto não a permitia atuar como instituição financeira. No final, parte dos atuais controladores da Sadia concordou em continuar com o banco.
As ações da Brasil Foods serão negociadas no Novo Mercado da BM&FBovespa, o mesmo nível de governança corporativa dos atuais papéis da Perdigão. Os ADRs (American Depositary Receipts, que equivalem a ações negociadas nos Estados Unidos) da Sadia serão convertidos em ADRs da Perdigão na mesma proporção estabelecida para os papéis em circulação no Brasil.

Fonte: Portal Exame.

3 comentários:

Roberto Peçanha disse...

Contando que não aumente meu hamburger, tá tudo bem tá tudo ótimo!!!

James Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
James Almeida disse...

Já eram das grandes, e agora que será, mais ainda, uma grande empresa. Espero que fabriquem novos "tipos" de alimentos, adoro ver novidades nessa área. :P

Abraço!

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