Escrever bem é ser lido.


Bom dia, tarde, ou noite para quem está lendo esse texto agora. Venho comemorar as primeiras 1.000 ou 500 visitas do meu blog ( tenho dois contadores, cada um com um método e loucura diferente ) e pretendo debater sobre o que é “escrever bem”.
Escrever bem, para mim é ser entendido. A função da escrita é a comunicação, se você passa a sua mensagem de uma forma que a outra pessoa entenda errado ou não entenda, tem algo faltando na sua locução. Assim como a ciência, que deveria ser para todos, acessível, mas não é; pois o principal principio da monografia bem feita é falar muito e não dizer nada, é escrever difícil para mascarar uma evidente falta de conteúdo.

Leio livros e jornais e sempre fui um bom aluno de Português, posso entender e escrever textos difíceis, mas com qual intuito? Não ser lido? Mascarar ausência de conteúdo? Ou me sentir “um grande escritor” só porque a maioria das pessoas não entendem o que eu falo? O que leva um blogueiro a fazer propaganda dos seus textos usando a seguinte frase como descrição e chamariz: “Solilóquios públicos sobre arte, literatura, cinema e cultura generalícia”? Querer se sentir melhor do que os outros só por escolher palavras que caíram em desuso? Então se a função da linguagem é a comunicação, estaria ele no caminho certo?

Existe a hipocrisia de alguns pseudo-escritores/poetas/filósofos que a escrita deles é apenas para satisfação, escrevem porque gostam de escrever. Concordo, escrever é bom, relaxa, ajuda a desabafar ou a criar algo maior do que a nossa vida cotidiana, no entanto, se o referido escreve apenas por satisfação e não liga se está sendo lido ou não, não liga para comentários ou dinheiro, porque diabos ele publica? Se eu quisesse escrever apenas por esse motivo eu não teria o trabalho de manter um blog e de divulgá-lo, certo? Pra mim bastaria escrever, ler e depois guardar. O mesmo vale para músicos puristas que, com inveja do sucesso alheio, afirmam que não buscam o estrelato, não buscam vendas de cd nem shows lotados; caramba! Então porque a pessoa se da ao trabalho de declarar isso numa entrevista para algum jornal? – sim, eu li. Ou se da ao trabalho de lançar um cd? – gravar CD, mesmo de forma independente, é um trabalho árduo e penoso – se à satisfação do sujeito em manifestar a sua arte apenas por prazer, sem intuito de comercialização e visibilidade, então ele deveria tocar o violão dele no quarto ou, no maximo, numa rodinha de amigos.
Quem tem um texto e faz um blog, quer ser lido. Quem divulga, quer ser ainda mais lido e receber comentários; quem nega isso não passa de um hipócrita, simples assim. O mesmo vale para as outras “artes”. Quem é músico e fica correndo atrás de shows, quer ser escutado, quem é músico e grava um cd, quer atingir um publico maior, quiçá a fama. Ok? Hipocrisia comigo não cola!

Os críticos e os cronistas geralmente me enervam, tanto que passei a ignorá-los. Cronista bom mesmo no Estado de Minas é só o Eduardo Almeida Reis, que concorda comigo quanto à forma de escrever. Ele escreve para ser lido, escreve de uma maneira compreensível, afinal a única preocupação de um verdadeiro escritor é ter algo para falar, conteúdo, algo que o leitor leia e pense, nem que por alguns segundos, no que você levou até ele. Fora isso é bobagem! Gramática é ótimo para manter as 5 aulas semanais que a matéria Português tem nos currículos de ensino fundamental e médio, por incrível que pareça, mesmo com 5 aulas de matemática e português, a maioria dos alunos saem do colégio sem saber o mínimo aceitável de ambas. Felizmente eu tenho o mínimo de gramática e a ajuda da Microsoft para escrever “certo”. Escrever certo não é escrever bem, escrever certo é escrever sem erros de português. Quanto aos críticos, se eles possuem a formula do sucesso, se são tão entendedores do assunto que trabalham, porque eles mesmos não fazem algo melhor do que está ai? Se NX Zero é tão ruim, se o rock nacional está em crise, porque os nossos saudosos críticos dos maiores jornais do Brasil não fazem uma banda de rock para salvar a nossa cultura? Precisa falar a resposta?

Alonguei d+! Mas voltarei no assunto para abordar os pseudo-socialistas/cults.
Entenderam porque o bog chama Incrivelmente Ácido? Sim, porque eu falo a verdade que a maioria sabe, mas não quer dizer.
Em tempo: o blog atingiu essa marca com menos de uma semana de vida. Não tenho texto do Eduardo Almeida Reis porquê o jornal Estado de Minas, na contramão dos maiores jornais do mundo, não libera o conteúdo.

Em tempo 2: aqui vai um blog de alguém que escreve bem e quer ser lido, blog do Thiago Terenzi. Existem outros bons blogs por ai, futuramente pretendo falar deles.

12 comentários:

Natymaximiza disse...

ei ei ei SASDELLI É NOSSO REI. ESSE HOMEM FAZ DESDE AS MAIS BELAS MUSICAS ATÉ OS MAIS ACIDOS E GENIAIS COMENTARIOSSS TE AMO.ELE POOOOOOOOOOOOOOOODE

Flávio disse...

parabens pelo blog!!!
maneiro..
abraços!!!

Airton disse...

opaa
legal o blog....

http://publicandobr.blogspot.com/2009/04/comeca-hoje-o-ranking-top-movies.html

acompanhe os 20 melhores filmes no meu blog...ateh segunda termino a lista

Lizzie disse...

Os blogueiros que escrevem bem demonstram inteligência afinada e, desta forma, costumam ser reconhecidos. Mas temos que comentar: há blogs péssimos, que falam de assuntos promíscuos ou vulgares (no sentido ruim a que se deu a palavra) que fazem um sucesso tremendo. Qual o motivo? O público não pensa. Quem acessa esses blogs quer aquele tipo de diversão barata que só estraga.

Um abraço!
www.lizziepohlmann.com

Fábio disse...

Concordo plenamente com você , afinal a palavra é só um meio , o que realmente importa é ser comprrendido, o seu post disse tudo.

Thiago Terenzi disse...

Sim, o que importa na linguagem é ser entendido.

Mas colocar um ponto final aí é correr risco de ser simplista ao extremo.

O importante é ser entendido, mas para cada público existe uma forma diferente de se comunicar. É fato. Mas tem expressões - e aí você tem toda a razão - que soam pedantes demais, como “Solilóquios públicos sobre arte, literatura, cinema e cultura generalícia”.

O blog dessa pessoa provavelmente deve falar sobre cultura geral (é o que ele propõe ao 'traduzirmos' as letras). Mas se é pra ser geral, porque um texto tão específico?

É necessário adequar a forma de escrever ao público alvo. Se não acaba no pedantismo.

Lucas Sasdelli disse...

Fato!
Se fosse sobre literatura antiga ou literatura direcionada, o uso da linguagem estaria correto e eu não teria comentado no post.

lperon disse...

bom eu discordo um pouco do escrever bem é ser lido, acredito q na maioria dos casos, o povo é preguiçoso e acaba sempre procurando textos simples para ler.
Se nós formos avaliar as pessoas intelectuais, podemos ver então que quanto mais complexo for a leitura, melhor.
Mas sem hipocrisias, quem é que não passa horas lendo porcaria na internet? rsrs

P. Florindo disse...

Seu texto aborda um tema interessante, mas você deve tomar cuidado para não generalizar as coisas.

Um exemplo: "A função da escrita é a comunicação, se você passa a sua mensagem de uma forma que a outra pessoa entenda errado ou não entenda, tem algo faltando na sua locução."

Será mesmo que quando alguém lê algo e não entendeu a culpa é de quem escreveu? Imagine que você escreveu tudo certinho, respeitando as pontuações e os acentos. Daí um fulano leu uma coisa e entendeu outra. Por exemplo, o verbo poder [pôde (passado), pode (presente)] é um exemplo de que uma leitura errada pode ser culpa de quem leu e não de quem escreveu.

- Ele só pode ver as crianças com uma autorização do juiz.
- Ele só pôde ver as crianças com uma autorização do juiz.

Percebeu como um acento gráfico e uma leitura errada podem mudar o significado de uma frase?

Lemon Blog disse...

Gostei dos comentários. Todos bem argumentados!

James Almeida disse...

Novamente, lindas e ótimas palavras, Sasdelli. *-*

Simone Audrei disse...

Gostei! Um canto muito inteligente, textos com ótimos argumentos e idéias pertinentes, com certeza visitarei mais vezes.
Parabéns!

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